Coprocessamento e CDR: energia limpa e o futuro da gestão de resíduos industriais

O caminho para uma economia mais sustentável passa por repensar o destino dos resíduos industriais. 

Se antes o aterro era a única opção para rejeitos de difícil tratamento, hoje a inovação tecnológica permite transformá-los em energia limpa por meio do coprocessamento: uma solução que vem ganhando força entre as indústrias que buscam reduzir sua pegada de carbono e alinhar suas práticas aos princípios da economia circular.

O Grupo Recicla, sempre à frente em soluções sustentáveis, dará um importante passo nessa direção com o início da sua operação de coprocessamento, prevista para este mês.

A iniciativa reforça o nosso compromisso com a valorização de resíduos e a busca constante por alternativas ambientalmente corretas para o setor industrial.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura do artigo!

O que é o coprocessamento?

O coprocessamento é uma tecnologia que permite aproveitar resíduos que não têm potencial de reciclagem como fonte alternativa de energia. 

Em vez de serem encaminhados para aterros, esses materiais são utilizados como combustível nos fornos das indústrias cimenteiras, substituindo parcialmente combustíveis fósseis como o coque de petróleo.

Antes de chegar aos fornos, os resíduos passam por um processo de blendagem, onde são analisados, triturados e homogeneizados para formar o CDR (Combustível Derivado de Resíduo)

Esse blend precisa atender a parâmetros técnicos específicos, como poder calorífico e umidade, garantindo segurança, estabilidade e eficiência no processo de queima.

Além de evitar o acúmulo de resíduos nos aterros, o coprocessamento tem impacto direto na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para metas globais de descarbonização e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Nem todo resíduo é reciclável, mas todo resíduo pode ter valor

No universo da gestão de resíduos industriais, há uma distinção importante: os materiais recicláveis (que podem ser reinseridos na cadeia produtiva) e os rejeitos, os resíduos sem possibilidade de reaproveitamento direto.

Esses rejeitos são, em geral, resíduos classe II (não perigosos), e tradicionalmente têm como destino o aterro sanitário. Contudo, com o avanço de tecnologias como o coprocessamento, esse cenário está mudando. 

Hoje, parte significativa desses resíduos pode ser transformada em energia e reinserida em processos produtivos de forma segura e sustentável. Ao investir nessa operação, o Grupo Recicla reforça seu papel como parceiro estratégico da indústria brasileira, oferecendo um ciclo completo de soluções para o manejo e a valorização de resíduos, desde a coleta até o destino ambientalmente adequado.

Como funciona o processo de coprocessamento?

  • Triagem e análise dos resíduos: os materiais são recebidos e classificados conforme suas características físico-químicas, garantindo que apenas resíduos adequados ao processo sejam aproveitados.
  • Pré-tratamento e blendagem: ocorre a mistura controlada dos resíduos para formar o combustível derivado de resíduo (CDR), ajustando a granulometria e o poder calorífico.
  • Envio às cimenteiras: o CDR é transportado até as indústrias de cimento, onde será utilizado nos fornos como substituto de parte do combustível fóssil.
  • Aproveitamento energético e eliminação de rejeitos: durante o processo, a matéria-prima é totalmente consumida, sem deixar cinzas ou gerar passivos ambientais.

Os benefícios ambientais e econômicos do coprocessamento

Os impactos positivos dessa tecnologia vão muito além da destinação adequada dos rejeitos. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Redução do volume de resíduos enviados a aterros sanitários, prolongando a vida útil desses espaços e minimizando o risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas.
  • Diminuição das emissões de CO₂, uma vez que o uso do CDR substitui parcialmente os combustíveis fósseis tradicionais.
  • Aproveitamento energético eficiente, convertendo resíduos sem valor econômico em uma fonte alternativa de energia térmica.
  • Cumprimento das exigências legais e ambientais, atendendo às normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
  • Melhoria dos indicadores ESG, agregando valor à imagem institucional das empresas parceiras do Grupo Recicla.

A nova operação do Grupo Recicla

Com muitos anos de experiência na gestão de resíduos e na operação logística em todo o sul do Brasil, o Grupo Recicla está preparado para dar início a uma nova fase de sustentabilidade e inovação.

A operação de coprocessamento, que será ativada em dezembro de 2025, permitirá à empresa oferecer aos seus clientes industriais uma alternativa moderna, segura e economicamente viável para o destino dos rejeitos.

Com isso, o Grupo Recicla passa a integrar um ciclo completo de gestão ambiental, somando o coprocessamento aos seus serviços de:

  • Programa Aterro Zero;
  • Operação In Company;
  • Valorização de resíduos;
  • Tratamento e destinação final de resíduos classe I e II;
  • Locação de máquinas e equipamentos;
  • Transporte e logística sustentável.

Essa evolução reafirma o compromisso da empresa em reciclar o presente para construir o futuro, sempre priorizando práticas que unam eficiência operacional e responsabilidade ambiental.

Coprocessamento e economia circular: uma aliança estratégica

A implementação do coprocessamento é também um passo importante na consolidação da economia circular no Brasil. Ao transformar resíduos em insumos energéticos, o processo contribui diretamente para:

  • A redução do consumo de recursos naturais;
  • A mitigação das mudanças climáticas;
  • O fortalecimento de cadeias produtivas mais sustentáveis.

Empresas que adotam o coprocessamento como parte da sua estratégia ambiental não apenas reduzem custos de descarte, mas também demonstram compromisso real com o meio ambiente, a inovação e o futuro do planeta.

O futuro é agora!

Com a nova operação de coprocessamento e CDR, o Grupo Recicla amplia sua atuação como referência nacional em soluções de gestão de resíduos industriais.

A iniciativa reforça a visão da empresa de estar entre as cinco maiores do país no setor de reciclagem, investindo em tecnologia, inovação e sustentabilidade para atender indústrias de todos os portes e segmentos.

Afinal, cada resíduo pode ser uma oportunidade, e transformar rejeitos em energia é uma das formas mais inteligentes de fazer o futuro acontecer hoje.

Quer saber como sua empresa pode reduzir o envio de resíduos para aterros e gerar energia limpa? 

Entre em contato com o Grupo Recicla e conheça nossas soluções integradas de gestão de resíduos que promovem a economia circular e traçam o caminho para o aterro zero.

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