Quando o Resíduo Vira Recurso: o Papel dos Subprodutos Orgânicos na Nutrição Animal

Subprodutos orgânicos, frequentemente descartados como resíduos, podem e devem ser aproveitados para garantir uma nutrição animal de alta qualidade aos criadores. Mas afinal, o que é um subproduto orgânico?

Trata-se de qualquer material gerado de forma não intencional em algum processo produtivo que possa ter valor econômico ou ser reaproveitado internamente. Ou seja, em indústrias de alimentos ou bebidas, são gerados resíduos orgânicos no processo produtivo e são esses resíduos que podem voltar como insumo para a nutrição animal. Esses resíduos se transformam em recursos valiosos, representando uma excelente alternativa a ser considerada pelos pecuaristas, especialmente na criação de bovinos.

Do descarte industrial à nutrição animal 

A transformação de um resíduo em recurso, uma situação bastante proveitosa e econômica no caso da nutrição animal, é uma demonstração das possibilidades e do sucesso do que é conhecido como economia circular.

Esse conceito tem por princípio estimular a otimização do uso dos recursos, desde a concepção de algum produto até a sua disposição final, ampliando o ciclo de vida e garantindo que somente os rejeitos serão de fato descartados da maneira adequada.

Portanto, o resíduo se transforma em um subproduto, uma vez que poderá ser utilizado como matéria-prima para a inserção estrutural desses materiais na nutrição animal. Consequentemente, além de contribuir para a saúde dos animais, cria-se uma excelente estratégia que evita o envio de resíduos aos aterros, uma situação reconhecida pela sociedade que a natureza agradece.

Subprodutos orgânicos na nutrição animal 

Conhecendo as possibilidades que a economia circular oferece, é importante saber quais são os subprodutos orgânicos que podem ser utilizados na nutrição animal.

Destacam-se, nesse caso:

  • bagaço,
  • cascas de grãos,
  • polpas cítricas,
  • farelos,
  • resíduos do processamento agroindustrial.

Esses insumos possuem valor nutricional que atende às necessidades das dietas bovinas, cumprindo com as exigências de controle sanitário e podendo atender à rastreabilidade, conforme as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Também vale ressaltar que essa prática contribui de maneira efetiva para a redução de custos para a cadeia agropecuária e diminui significativamente o desperdício de recursos.

Economia circular na prática: benefícios industriais, desafios operacionais e tendências futuras 

O planeta precisa de ações que contribuam para a preservação do meio ambiente, portanto, a economia circular chega para ganhar cada vez mais espaço e se tornar uma prática comum em todo o país.

A nutrição animal, a partir do uso de subprodutos orgânicos, é fundamental para que se possa fazer a gestão de resíduos industriais, buscando as metas de aterro zero e ganhos financeiros.

Tudo isso em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), quando se torna realidade a redução na emissão de metano. Essa ação tem como efeito a diminuição das agressões à camada de ozônio, responsável pelo efeito estufa e suas consequências.

Todo esse processo se torna viável a partir do processamento adequado dos subprodutos, quando parcerias especializadas no assunto se tornam fundamentais para que os objetivos sejam alcançados. Mais do que isso, o futuro demonstra que novas tecnologias permitem a produção do biometano e o uso em larga escala da compostagem industrial.

Não há mais dúvidas de que uma demanda crescente por insumos sustentáveis continuará em expansão e que o caminho da gestão de resíduos, tendo por resultado a nutrição animal, torna-se uma escolha adequada, lucrativa e voltada às boas práticas da preservação ambiental.

Para conhecer mais a esse respeito, vale a pena a leitura de nosso post que apresenta a gestão de resíduos: guia completo para reduzir custos e impactos ambientais

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